Conservadores de Direita
Gostaria de reagir a esta mensagem? Crie uma conta em poucos cliques ou inicie sessão para continuar.
Últimos assuntos
» [Fixo] Novo no fórum? Apresente-se aqui
[Texto] Ja Notaram? - Olavo de Carvalho I_icon_minitimeSeg Jun 30, 2014 11:15 pm por General

» Estudos sobre Morfologia, Raça e Desenvolvimento Humanos: Além do Véu da Sociologia
[Texto] Ja Notaram? - Olavo de Carvalho I_icon_minitimeSeg Jun 30, 2014 7:35 am por Grimmwotan

» MARXISMO CULTURAL E JARGÕES ÚTEIS: A GRANDE FALHA DA DIREITA
[Texto] Ja Notaram? - Olavo de Carvalho I_icon_minitimeDom Jun 29, 2014 7:30 am por Grimmwotan

» PEQUENA ANÁLISE FRIA DA OBRA DE DARCY RIBEIRO
[Texto] Ja Notaram? - Olavo de Carvalho I_icon_minitimeDom Jun 29, 2014 7:21 am por Grimmwotan

» [Fixo] Sites recomendados e divulgação
[Texto] Ja Notaram? - Olavo de Carvalho I_icon_minitimeSeg Dez 30, 2013 12:56 pm por Semeador

» Sequência de livros recomendada por Olado de Carvalho
[Texto] Ja Notaram? - Olavo de Carvalho I_icon_minitimeTer Dez 10, 2013 11:45 am por danielmmanolo

Parceiros
Mídia Sem Máscara

Mídia Sem Máscara

Mídia Sem Máscara

Mídia Sem Máscara

Mídia Sem Máscara

Mídia Sem Máscara


[Texto] Ja Notaram? - Olavo de Carvalho

Ir para baixo

[Texto] Ja Notaram? - Olavo de Carvalho Empty [Texto] Ja Notaram? - Olavo de Carvalho

Mensagem por General Qui Ago 23, 2012 10:10 am

Já notaram?

Publicado em Quarta, 22 Agosto 2012 20:03
Escrito por Olavo de Carvalho
[Texto] Ja Notaram? - Olavo de Carvalho Xnoe-cai-nyts.jpg.pagespeed.ic.2hAhBg_7r3
CAI/NYTS
Vocês já notaram que, de uns anos para cá, a simples opinião contrária ao casamento gay, ou à legalização do aborto, passou a ser condenada sob o rótulo de "extremismo", como se casamentos homossexuais ou abortos por encomenda não fossem novidades chocantes, revolucionárias, mas sim práticas consensuais milenares, firmemente ancoradas na História, na natureza humana e no senso comum, às quais realmente só um louco extremista poderia se opor?

Já notaram que o exibicionismo sexual em praça pública, as ofensas brutais à fé religiosa, a invasão acintosa dos templos, passaram a ser aceitos como meios normais de protesto democrático por aquela mesma mídia e por aquelas mesmas autoridades constituídas que, diante da mais pacífica e serena citação da Bíblia, logo alertam contra o abuso "fundamentalista" da liberdade de opinião?

Já notaram que o simples ato de rezar em público é tido como manifestação de "intolerância", e que, inversamente, a proibição de rezar é celebrada como expressão puríssima da "liberdade religiosa"? (Se não notaram, vejam em http://andrebarcinski.blogfolha.uol.com.br/2012/08/15/brasil-e-ouro-em-intolerancia/.)

Já notaram que, após terem dado ao termo "fundamentalista" uma acepção sinistra por sua associação com o terrorismo islâmico, os meios de comunicação mais respeitáveis e elegantes passaram a usá-lo contra pastores e crentes, católicos e evangélicos, como se os cristãos fossem os autores e não as vítimas inermes da violência terrorista no mundo?
O que certamente não notaram é que a transição fácil dos epítetos do gênero "extremista" e "fundamentalista" para o de "terrorista" já ultrapassou até mesmo a fase das mutações semânticas para se tornar um instrumento real, prático, de intimidação estatal.

Não o notaram porque nunca foi noticiado no Brasil que, nos EUA, qualquer cristão que se oponha ao aborto ou contribua para campanhas de defesa de seus correligionários perseguidos é tido pelo Homeland Security, ao menos em teoria, como alvo preferencial para averiguações de "terrorismo" (é só ver http://touchstonemag.com/merecomments/2012/07/big-sibling-janet-napolitano-may-be-looking- for-you/), embora o número de ações terroristas cometidos até agora por esse tipo de pessoas seja, rigorosamente, zero.

Em contrapartida, qualquer sugestão de que as investigações deveriam tomar como foco principal os muçulmanos ou os esquerdistas – autores da maioria absoluta dos atentados no território americano – é condenada pelo governo e pela mídia como "hate speech".

Nenhum membro do Family Research Council tinha jamais atirado em ninguém, nem esmurrado, nem sequer xingado quem quer que fosse, quando a ONG esquerdista South Poverty Law Center colocou aquela organização conservadora na sua "Hate List". Quando um fanático gayzista entrou lá gritando slogans anticristãos e dando tiros em todo mundo, nem um só órgão de mídia chamou isso de "crime de ódio".

Em todos esses casos, e numa infinidade de outros, a estratégia é sempre a mesma: quebrar as cadeias normais de associação de ideias, inverter o senso das proporções, forçar a população a negar aquilo que seus olhos veem e a enxergar, em vez disso, aquilo que a elite iluminada manda enxergar.

Não, não se trata de persuasão. As crenças assim propagadas permanecem superficiais, saindo da boca para fora enquanto as impressões que as negam continuam entrando pelos olhos e ouvidos. O que se busca é o contrário da persuasão genuína: é instilar no público um estado de insegurança histérica, em que a contradição entre o que se percebe e o que se fala só pode ser aplacada mediante o expediente de falar cada vez mais alto, de gritar aquilo que, no fundo, não se crê nem se pode crer. É um efeito calculado, uma obra de tecnologia psicológica.

Algum militante gayzista pode sinceramente crer que, num país com cinquenta mil homicídios por ano, cento e poucos assassinatos de homossexuais provem a existência de uma epidemia de ódio anti-gay? É claro que não.

Justamente porque não pode crê-lo, tem de gritá-lo. Gritá-lo para não se dar conta da farsa existencial em que apostou sua vida, e da qual depende para conservar seus amigos, seu bem protegido lugar na militância, sua falsa identidade de perseguido e discriminado numa sociedade que não ousa dizer contra ele uma só palavra.

O militante ideal desses movimentos não é o crente sincero, mas o fingidor histérico. O primeiro consente em mentir em favor de suas crenças, mas conserva alguma capacidade de julgamento objetivo e pode, em situações de crise, transformar-se num perigoso dissidente interno. O histérico, em vez disso, não tem limites na sua compulsão de tudo falsificar. O militante sincero usa da mentira como um instrumento tático; para o histérico, ela é uma necessidade incontornável, uma tábua de salvação psicológica.

Ainversão, mecanismo básico do modus pensandi revolucionário, é acima de tudo um sintoma histérico. É por isso que há décadas os movimentos revolucionários já desistiram da persuasão racional, perderam todo escrúpulo de honorabilidade intelectual e não se vexam de agitar aos quatro ventos bandeiras ostensivamente, propositadamente absurdas e autocontraditórias.

Eles não precisam de "verdadeiros crentes", cuja integridade causa problemas. Precisam de massas de histéricos, cheios da "passionate intensity" de que falava W. B. Yeats, prontos a encenar sofrimentos que não têm, a lutar fanaticamente por aquilo em que não creem, precisamente porque não creem e porque só a teatralização histérica mantém vivos os seus laços de solidariedade militante com milhares de outros histéricos.

Olavo de Carvalho é ensaísta, jornalista e professor de Filosofia

http://www.dcomercio.com.br/index.php/opiniao/sub-menu-opiniao/94701-ja-notaram
General
General
Admin

Mensagens : 146
Data de inscrição : 17/06/2012
Idade : 36

https://direitapolitica.forumeiros.com

Ir para o topo Ir para baixo

Ir para o topo

- Tópicos semelhantes

 
Permissões neste sub-fórum
Não podes responder a tópicos